Produtos chineses preocupam

O diretor geral da Onip, Eloi Fernández y Fernández, voltou a demonstrar preocupação com a entrada de produtos chineses no mercado brasileiro de petróleo. Ele teme que a competição com a indústria brasileira poderá ser desleal. Recentemente, a Petrobras fechou um financiamento de US$ 10 bilhões com o Eximbank chinês, e uma das contrapartidas é justamente adquirir produtos de fornecedores daquele país.

O executivo fez questão de frisar que o empresariado brasileiro não defende a reserva de mercado, mas que é preciso levar em consideração que a indústria chinesa possui premissas diferenciadas de competitividade. “Precisamos entender a estrutura de preço da indústria chinesa. Estamos levantando o potencial do problema”, disse Fernández y Fernández.

A Onip, segundo seu diretor geral, vem tentando antecipar qualquer problema para a indústria antes que ele aconteça. Por isso o executivo argumenta que qualquer eventual ação no sentido de proteger a indústria nacional terá de partir do governo. A expectativa é que a concorrência chinesa possa afertar mais diretamente o segmento metal metânico da indústria de petróleo.

A presença de executivos chineses na quinta edição da Brasil Offshore é bastante expressiva. São 27 empresas do país asiático. Entre os expositores, o destaque fica com a Sinopec. O cônsul Geral da China, Sun Rongmao, visitou a feira nesta terça-feira (16/6).


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