Oferta de gás em 200MMm3/dia
O Brasil terá uma super oferta de gás natural da ordem de 200 milhões de m3/dia a partir de 2020. O novo cenário, que representa salto para um patamar de três a quatro vezes superior ao atual, exigirá uma nova política para o gás no Brasil. “É preciso mudar essa cultura de cobrar caro pelo gás e não colocar o gás no mercado como uma estratégia”, afirmou o presidente da Gas Energy, Marco Tavares.
Tavares defendeu uma política de indução do gás e acredita que o desenvolvimento mais viável para introdução do excedente de gás no país é através de um modelo baseado em terminais de GNL na costa com termelétricas ancoras. “O gás natural sempre foi um combustível complementar, mas daqui para frente teremos que ter uma política, porque exportar não é política”, afirmou.
De acordo com Tavares, com um preço de gás no mundo na ordem de US$ 4/MMBTU, será possível desenvolver uma matriz elétrica a base de gás.
Apesar dos elevados custos de produção e escoamento, o aspecto econômico não será preponderante, visto que o gás natural do pré-sal é do tipo associado, que não pode deixar de ser produzido para não parar a produção de petróleo. Segundo Tavares, o cenário de preços baixos no mercado internacional vai empurrar o excedente para o mercado interno. “Não tem hipótese de queimar 70 milhões de m3/d”, afirmou.
“Com a demanda e os preços do energético em alta no mundo, é extremamente importante para o Brasil produzir esse petróleo”, reforçou a diretora da Gas Energy, Sylvie D’Apote.
A Gas Energy anunciou esta tarde a conclusão do processo para a transformação da empresa em uma sociedade anônima. O objetivo é se fortalecer em meio ao cenário de crescimento da demanda por consultoria em projetos de óleo e gás no próximos anos, para realizar um IPO em quatro ou cinco anos.
