R$ 21 bi em combustíveis

A Petrobras pretende investir R$ 21,7 bilhões na melhoria da qualidade de seus combustíveis até 2014. Entre as metas da companhia estão a substituição por completo da produção do diesel S 50 para o produto S 10 (com apenas 10 ppm de teor de enxofre) a partir de 2013 e a redução da emissão de enxofre da gasolina de 1.000 mg/kg para 50 mg/kg até 2014.

“No Brasil, a produção de diesel está seguindo os padrões do mercado europeu. Há uma defasagem de apenas quatro anos. Em São Paulo, os níveis de emissão de particulados estão abaixo do exigido pelo Conama”, explicou o gerente de soluções comerciais da Petrobras, Frederico Kremer, durante apresentação nesta terça-feira (14/9), na Rio Oil & Gas.

O representante da Petrobras, porém, revelou que no caso do mercado de gasolina, o movimento é contrário. “A defasagem em relação ao mercado norte-americano subirá de nove para dez anos. Os limites de emissão precisam ser revistos”.

A opinião de Kremer é compartilhada pelo gerente de Área da Divisão de Engenharia da Toyota no Brasil, Edson Orikassa. “Ainda tem muito o que se fazer para melhorar a tecnologia atual, principalmente na parte de combustão”, disse. Ele adiantou, contudo, que dentro de alguns anos todos os veículos produzidos pela fabricante japonesa serão híbridos.

A Nissan possui uma visão mais radical do que sua concorrente e aposta principalmente no veículo elétrico. Para o gerente de Engenharia de Produto da companhia no Brasil, Yochio Ito, os carros movidos a combustíveis fósseis têm um potencial de apenas 35% de redução de emissão de CO2 e a tecnologia híbrida, de somente 60%, o que determina a necessidade de desenvolver mais efetivamente os veículos elétricos.