Etanol de 2ª geração
O etanol de lignocelulose por hidrólise ácida a partir de bagaço de cana é a rota de produção de biocombustível de 2ª geração com maiores possibilidades comerciais em termos mundiais. Shell e Petrobras deram prioridade ao desenvolvimento dessa tecnologia, conforme informação apresentada nesta quarta-feira (15/9) pelas petroleiras durante o painel "Novas Tecnologias em Biocombustíveis", da Rio Oil & Gas 2010. As petroleiras pretendem disponibilizar o produto antes de 2020.
Mark Gainsborough, vice-presidente Executivo de Estratégia e Portfolio - Downstrean da Shell disse que a planta de demonstração comercial da companhia junto com a Iogen passa por ajustes que vão colocar o processo perto de melhores parâmetros. A ideia é compartilhar a tecnologia com a Cosan, por meio da joint venture firmada entre as duas companhias no início deste ano. “Poderíamos já ter ofertado ao mercado, mas ser rápido demais no desenvolvimento de novas tecnologias pode custar grandes prejuízos”, justificou.
Na mesma linha de trabalho, a Petrobras tem a norte-americana KL Energy como parceira para desenvolver, nos EUA ,uma planta de demonstração. A escala industrial virá até 2013, numa operação integrada junto a uma usina de etanol convencional, com perspectiva de ampliação de produção na faixa de 40%.
Luiz Fernando Mendonça Frutuoso, gerente Geral de Gás e Energia e Desenvolvimento sustentável do Cenpes, disse que a Petrobras também trabalha com a rota química, mas tem desafios maiores a superar no aproveitamento completo da planta de cana-de-açúcar. Nesse projeto, em fase inicial, a parceria é com a Bio & Com, e a perspectiva de resultados é para um horizonte estimado em cerca de seis a oito anos.
