FMC investe R$ 200 milhões

Até o fim de 2011, a FMC Technologies investirá R$ 200 milhões para ampliar a capacidade de sua fábrica na Pavuna, no Rio de Janeiro, e finalizar as obras de seu Centro Tecnológico no Parque Tecnológico do Rio, na Ilhão do Fundão. A expansão deverá receber cerca de R$ 130 milhões, ficando os outros R$ 70 milhões restantes para o centro, disse o vice-presidente de Tecnologia da empresa, Paulo Augusto Couto Filho.

A unidade fabril, onde são produzidos equipamentos subsea, terá sua área duplicada e o número de funcionários ampliado em 30%. Já o centro de pesquisas vai ocupar uma área de cerca de 20 mil m² e empregará cerca de 300 engenheiros dedicados ao desenvolvimento de projetos e pesquisa de tecnologias submarinas para exploração de petróleo e gás no país, principalmente para o pré-sal. A unidade contará com centros de P&D, laboratórios de testes e qualificações, instalações para testes de integração e protótipos em escala real.

Em paralelo ao objetivo de aumentar o fator de recuperação de reservas, o processamento subsea será o principal referencial para o desenvolvimento tecnológico da FMC Technologies, diz Couto Filho. A meta, segundo o executivo, é produzir petróleo diretamente para o mercado. “Nossa intenção é jogar a planta de processos do FPSO no fundo do mar”, explica ele.

Entretanto, Couto Filho ressalta que a completa realização do processamento subsea é uma realidade ainda distante e que pode, inclusive, nunca ser atingida. Ele aponta desafios que se interpõem a essa estratégia, como geração e armazenamento de energia submarinos, transferência de custódia e metrologia subsea, entre outros.

O centro de pesquisas que a FMC está construindo, garante o executivo, será fundamental para o cumprimento das metas tecnológicas da companhia. A intenção, conta Couto Filho, é inaugurá-lo com a simulação do protótipo do sistema de separação de fases submarino a ser instalado em Marlim, em parceria com a Petrobras. “Será o primeiro movimento que segue esse novo direcionamento para o desenvolvimento tecnológico da empresa”, afirma.

Couto Filho participou nesta quarta-feira (15/9) do painel “A influência do pré-sal para a pesquisa e desenvolvimento no Brasil”, durante a Rio Oil & Gas.