Oferta de mão de obra preocupa

O Brasil está diante de um apagão de mão-de-obra no setor petróleo, não apenas em termos quantitativos, mas qualitativos, à medida que o mercado está demandando profissionais diferenciados, segundo o diretor do Parque Tecnológico do Rio, Maurício Guedes. Hoje, de acordo com Guedes, os profissionais para o setor de óleo e gás precisam, muitas vezes, ter formação mais ampla, com conhecimentos nas áreas de ciências exatas e humanas para atender aos desafios da indústria. “Por isso, é uma ótima oportunidade termos empresas nacionais e estrangeiras demandando pesquisadores e pressionando as universidades a formarem esse pessoal”, afirmou Guedes, durante o painel “A influência do pré-sal para a pesquisa e desenvolvimento no Brasil”, realizado na quarta-feira (15/9), na Rio Oil and Gas 2010.

O diretor, que também disse estar preocupado com a formação de pessoal especializado na comercialização das novas tecnologias para o setor, mencionou que a convivência de empresas como FMC, Schlumberger e Baker Hughes num mesmo sítio - as três estão instalando centros de pesquisa no parque tecnológico -, além da Petrobras, poderá render bons frutos ao setor, em termos de recursos humanos. “Como será a convivência dessas empresas disputando mão-de-obra? Acho que a universidade deve se aproveitar disso”, conjecturou.

Também presente no painel, o gerente Executivo do Cenpes, Carlos Tadeu da Costa Fraga, reiterou a importância de se investir na formação de pesquisadores.“Para crescer, tivemos que investir maciçamente em P&D, especificamente em capital humano”, disse.

Entre 2006 e 2009, a Petrobras investiu US$ 950 milhões nas universidades brasileiras. Hoje, a petroleira patrocina 50 redes temáticas, das quais fazem parte 100 universidades de 19 estados.