Alcoolduto até o fim do ano

Responsável pelo projeto mais avançado de implantação de alcoolduto de longa distância no Brasil, envolvendo várias soluções logísticas integradas, a PMCC se prepara para iniciar até o fim do ano as obras do primeiro trecho do empreendimento, entre Ribeirão Preto e Paulínia. “Já temos a licença prévia e aguardamos para o próximo trimestre a licença de instalação, quando iniciaremos as obras”, informou Alberto da Fonseca Guimarães, presidente da empresa, que é resultado da associação entre Petrobras, Mitsui e Camargo Correa. O investimento estimado é da ordem de US$ 2 bilhões para a obra completa, que prevê interligação da região Centro-Oeste até o litoral paulista, além de ramificações.

As negociações com o BNDES também estão bem avançadas, segundo ele, e os recursos para essa etapa devem ser liberados em breve. A expectativa é concluir o trecho inicial e operá-lo já no quarto trimestre de 2011. Afinal, nessa fase, a construção é considerada de baixíssima dificuldade, já que o duto será assentado em faixa que já é ocupada por ativos da Petrobras.

Guimarães disse ainda que são esperados novos sócios no empreendimento, em razão do grande interesse despertado pelas facilidades logísticas de escoamento. Entre as vantagens que o projeto trará ao mercado, o executivo destacou a disponibilização de tancagem, da ordem de 500 mil m³ de etanol, em pontos estratégicos do traçado. “Para se ter uma ideia, o setor como um todo atualmente dispõe de apenas 200 mil m³."

O presidente da PMCC explicou que a Transpetro deverá ser o operador logístico do alcoolduto. Não há contrato fechado ainda, mas as normas da ANP exigem uma empresa com experiência comprovada nesse segmento. Além disso, a rigor, o projeto é um poliduto, já que ainda não há legislação específica para transporte de etanol por dutos.

Guimarães participou nesta quinta-feira (16/9), do painel "Desafios na Logística de Combustíveis e Biocombustíveis", no último dia da Rio Oil & Gas 2010.